Boa Noite ...
Estou em Porto Alegre neste momento, fazendo o meu trabalho que amo, ah me desculpa, mas para aqueles que não sabem sou Desenvolvedora de Mercado de uma grande Universidade da Inglaterra, que hoje se expande em outros países.
Amo meu trabalho, ele me dá autonomia, conheço pessoas de todos os tipos, com diferentes sonhos, comportamentos, idéias, ambições, etc... e com isso vejo que não há pessoas boas ou ruins, quase sempre depende do ponto de vista, do seu ponto de vista, ou seja, o que é bom para você pode não ser bom para mim.
Conheço o tempo todo pessoas interessantes e outras que não são, mas isso é o que eu acho sobre elas, e isso não tem importância alguma, apenas me faz gastar um pouco mais de energia quando eu as julgo, por isso temos que simplesmente ignorar.
O post de hoje vai em direção a essa reflexão, mais uma citação do livro do meu querido amigo Lauro.
Entrevistado: Artur Andrés - PELAS VEREDAS DE SI.
Uma frase que o autor sita é uma frase emblemática de Gurdjieff: "Não há injustiça no mundo" e complementa:
"Tudo acontece exatamente como tem que acontecer. Se queremos mudar o curso da nossa vida, precisamos conhecer as forças que atuam sobre nós e, a partir dessa consciência, criar meios de nos libertarmos dessas forças."
.... vivemos em estado de letargia, fazendo as coisas de forma automática, sem consciência. Quase todas as nossas ações são de natureza mecânica. Nossas ações e nossas relações também. Por exemplo, passamos a vida inteira preocupados com o que os outros acham de nós, com o que podem pensar a nosso respeito. E vamos agindo em função dessa identificação com a opinião do outro, buscando ganhar a sua aprovação. Agora, será que aquilo que o outro pensa de mim é tão importante assim? Aliás, será que ele realmente está pensando algo de mim? Na maioria das vezes, a resposta é não. Mas eu não percebo isso. Assim como não percebo meu próprio corpo..... Na maioria das vezes, nos esquecemos de que falar é algo tão contundente quanto uma ação física. Não é à toa que, praticamente todas as tradições espiritualistas, o silêncio é considerado uma ferramente valiosa. Por exemplo, uma das principais causas de vazamento de nossa energia é a expressão repetida de emoções negativas. Como aquelas pessoas que entram no elevador e estão sempre reclamando de tudo. Se o tempo está nublado a pessoa reclama da chuva; se faz sol, reclama do calor; e por aí vai. É muito importante prestar atenção quando dizemos coisas desse tipo, expressando inconscientemente essas emoções negativas, e ver o efeito que isso gera em nós, pois o efeito é só um: perda de energia....A sua vida, exatamente como ela é - neste emprego, nesta família, neste contexto social - , é a condição ideal para que você possa se trabalhar. Ninguém precisa ir a uma caverna para atingir a iluminação. Tudo no mundo pode ser material de aprendizado. A grande questão é desenvolver uma atitude generosa perante a vida, uma aceitação plena em relação ao próximo. E é apenas ao trabalhar sobre si, aceitando suas próprias contradições, que alguém se torna capaz de exercer isso em relação ao outro. Senão, ocorre o que vemos o tempo todo: o sujeito lê mil livros, faz isso e aquilo, mas está sempre julgando as outras pessoas. De novo, a palavra é aceitação. .... aceitar a dinâmica total do nosso ser. ........Acredito que a busca do silêncio interno seja uma das grandes metas do trabalho interior. Somente quando estamos apoiados nessa condição de maior equilíbrio interno é que podemos, pouco a pouco, aprender realmente a ouvir, a ver, a sentir. .... Como disse o sr. Gurdjieff: "O silêncio não é ausência de sons, mas a ausência do ego."

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